O Smart Sampa vem sendo apresentado como uma solução tecnológica para tornar São Paulo mais segura. Mas o que os dados realmente mostram?
A nota técnica “Smart Sampa: Transparência para quem? Transparência de quê?”, elaborada pelo LAPIN, pelo Instituto de Referência Negra Peregum e pela Rede Liberdade, analisa o programa a partir de informações oficiais e de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI).
O estudo aponta falta de transparência, números inconsistentes, falhas no reconhecimento facial e riscos a direitos fundamentais em um sistema que opera com até 40 mil câmeras e gasta quase 10 milhões de reais por mês. Os dados também indicam prisões sem relação direta com a segurança pública, viés racial e territorial nas abordagens e ausência de evidências de que o programa tenha contribuído para reduzir a criminalidade.
Apesar de ser divulgado como uma política de proteção social, o relatório revela contradições entre o discurso oficial e os resultados apresentados, além de levantar dúvidas importantes sobre o uso e a proteção de dados pessoais, à luz da LGPD.
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VF – NOTA TÉCNICA – SMART SAMPA — 02/02/26Baixar
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